Nosso CEO, Marco Romero, no TIINSIDE sobre a jornada que moldou o futuro da Taking 

Como transformar tecnologia em valor de negócio quando você começa do zero? A história do nosso CEO, Marco Romero, é sobre isso, e sobre nunca desistir. 

O Começo (e os Recomeços) 

Todo mundo que conhece o Marco hoje, CEO de uma empresa com mais de mil colaboradores, atendendo gigantes como Bradesco, Nubank e Mondelez, tem dificuldade de imaginar que ele começou como office boy no fim dos anos 90. Mas foi exatamente dali que tudo partiu. 

Aos 18 anos, entrou em uma das pioneiras em desenvolvimento e treinamento no ecossistema Oracle. Aprendeu fazendo. Errou muito. Acertou quando importava. E, principalmente, nunca parou de observar como tecnologia resolve problemas reais de negócio. 

Depois do primeiro ciclo (1999-2000), veio a parte que ninguém gosta de contar: três tentativas de empreender. As três falharam financeiramente. Mas Marco não vê assim: “Foram tentativas que deram errado, mas me ensinaram exatamente o que não fazer”. 

Sem plano B, sem rede de segurança, vindo de origem humilde, desistir nunca foi opção. 

 O Ponto de Virada 

Entre 2006 e 2007, veio a jogada decisiva. Marco voltou à empresa onde começou, mas dessa vez para comprá-la. Competiu com mais de 40 interessados. Ganhou. E assumiu 100% do negócio. 

Ali começou, de verdade, a construção do que hoje é o Grupo Taking. 

A estratégia foi clara desde o início: profissionalizar a gestão, estruturar conselhos sólidos, formar uma liderança experiente. E ele trouxe gente pesada para isso: executivos como Rogério Oliveira (ex-presidente da IBM Brasil, hoje conselheiro há quatro anos) e Sérgio Brito (ex-vice-presidente da IBM). 

Não era só sobre crescer. Era sobre crescer bem. 

A Transformação: de body shop a criadores de produto 

Nos últimos oito anos, a Taking passou por uma mudança profunda, e intencional. 

Antes, éramos conhecidos principalmente por alocação de talentos (o famoso body shop). Bom? Sim. Mas não era onde queríamos ficar. 

Então migramos, gradualmente, para um modelo orientado à entrega de valor: serviços estruturados, projetos complexos, soluções próprias. Hoje, não só implementamos tecnologia, nós concebemos, pensamos e desenvolvemos produtos de forma mais rápida e eficiente que a média do mercado. 

E a prova disso tem nome: TATe AI. 

TATe AI: quando a inovação vira produto 

A TATe AI nasceu de uma necessidade interna: aumentar nossa própria produtividade na gestão de projetos. Nossa área de P&D criou um framework interno tão bom que Marco fez uma exigência: “Isso não pode ficar só aqui dentro. Vamos transformar isso em produto escalável.” 

E foi o que fizemos. 

A TATe AI é uma suíte de inteligência artificial que atua de ponta a ponta, da concepção à operação de produtos digitais. Ela faz ideação, discovery, análise de mercado, definição de backlog, aceleração de desenvolvimento. Tudo integrado. 

O diferencial? Não é só sobre codificar mais rápido (embora a gente faça isso também). É sobre atacar a causa raiz dos projetos: integrar negócio e tecnologia, eliminar perdas de foco, conhecimento e alinhamento. 

Os resultados? A plataforma permite conceber produtos até 60 vezes mais rápido. Acelera frameworks como Design Thinking, Design Sprint e Lean Inception de semanas para dias. 

E o melhor: é flexível. Atende diferentes segmentos, perfis de empresa, mercados. Analisa soluções existentes, identifica concorrência, avalia potencial de mercado, projeta ROI de forma automatizada.

Quem Está Usando (e o Que Está Acontecendo) 

Hoje, a TATe AI é usada de duas formas: 

  1. Internamente, acelerando nossos próprios projetos 
  2. Como produto SaaS, adotada por clientes de grande porte

 

Entre os usuários: Copastur, ABInbev, Cultura Inglesa, Telesena.

Os resultados práticos já apareceram: 

+64% de eficiência em processos de retarifação (viagens corporativas) 

Redução de semanas para 2 dias no tempo de conciliação 

-50% no tempo de triagem de currículos em R&S 

+30% na aderência de perfis às vagas 

Não é promessa. É entrega. 

Lisboa, Web Summit e a Validação Internacional 

Em novembro de 2025, fomos convidados para apresentar a TATe AI no Web Summit Lisboa, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo. 

O que Marco viu lá? Muita ideia, pouco projeto consolidado. “Não vi uma maturidade muito superior à nossa. Há muito discurso e pouca execução”, avalia. 

E isso não é arrogância, é constatação. A inovação brasileira está competindo de igual para igual globalmente. 

A participação gerou resultados concretos: 

✅ Novos contatos internacionais 
✅ Pipeline relevante em prospecção 
✅ Provas de conceito em andamento 
✅ Interesse especial de empresas espanholas 
✅ E, curiosamente, interesse de empresas brasileiras que não conheciam a Taking 

Onde Estamos Hoje 

Mais de 120 clientes ativos, 5x o número de dois anos atrás. 

Entre eles: Bradesco, Yamaha, HDI Seguros, Creditas, Starbucks, Subway, Dafiti, ABInbev, Telesena, Nubank, Scala Data Centers. Projetos estratégicos como o da Mondelez (incluindo a operação de Páscoa, que representa ~50% da meta anual do cliente). 

Os números falam por si: 

  • Crescimento nominal de 90% entre 2020 e 2025 
  • CAGR de 14% 
  • Meta declarada: estar entre as 10 maiores empresas de tecnologia do Brasil nos próximos 20 anos 

 

E a TATe AI é nossa principal alavanca para isso. 

O Que Vem Agora 

Para 2026, já estamos trabalhando na versão 2.0 da TATe AI: 

  • Agentes de IA sem código 
  • Orquestração de times híbridos (humanos + virtuais) 
  • Módulos avançados de planejamento de negócios
  • Agentes especializados em finanças e análise de mercado 

A estratégia combina crescimento orgânico, expansão internacional e consolidação de uma cultura de uso responsável e produtivo da inteligência artificial.  

Olhando para trás, Marco resume assim: 

"Poucas vezes vi um time tão preparado, comprometido e experiente como o que temos hoje. É isso que vai nos permitir fazer algo realmente diferente no mercado e consolidar a visão de que a inovação brasileira pode competir, e entregar valor, em qualquer lugar do mundo." 

E é exatamente isso que nos move.

Não é sobre ser a maior empresa. É sobre ser a que entrega mais valor, para nossos clientes, para nosso time, para o mercado.

Leia a matéria completa em: 
TIINSIDE

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