IA, GPT-5 e o Fator Humano: o novo equilíbrio nas implementações de ERP

A Inteligência Artificial está no centro das conversas corporativas, não apenas pelo hype, mas porque ela começou a entregar resultados concretos. 

O Gartner IT Symposium/Xpo™ 2025 trouxe um dado emblemático: 95% dos projetos de IA ainda falham em gerar ROI, e apenas um em cada cinco alcança sucesso mensurável (Gartner, 2025). 

Mas o problema não está na tecnologia, está em nossa prontidão humana para usá-la com propósito e método. 

O Gartner reforça que o maior desafio da IA hoje não é técnico, é organizacional. Empresas já dominam as ferramentas, mas ainda carecem de liderança, governança e intencionalidade. 

O relatório aponta que 91% das organizações de alta maturidade já contam com um líder dedicado à IA, e são justamente essas que colhem resultados sustentáveis. 

A conclusão é clara: a prontidão tecnológica está à frente da prontidão humana, e o verdadeiro valor da IA só emerge quando ambos evoluem juntos (Gartner, 2025). 

Esse raciocínio conecta-se diretamente à análise de Cheryl Strauss Einhorn, publicada na Harvard Business Review (Em tempos de incerteza, faça estas perguntas antes de tomar uma decisão, maio/2025). Ela lembra que em cenários de volatilidade, boas decisões nascem de boas perguntas, como: 

“Que decisão de hoje ainda fará sentido daqui a um ano?” 

“E se não for uma tempestade, e sim o novo clima?” 

Essas perguntas funcionam como filtros de clareza e propósito, ajudando líderes a evitar decisões reativas e a construir resiliência estratégica. Aplicado ao contexto da IA, significa: antes de investir em tecnologia, é preciso questionar se as pessoas e processos estão preparados para extrair valor dela. 

Quando humanos e IA trabalham melhor juntos 

A MIT Sloan School of Management acrescenta outra camada essencial. Em seu estudo “When Humans and AI Work Best Together, and When Each Is Better Alone” (fev/2025), os pesquisadores analisaram 106 experimentos comparando humanos, IA e combinações dos dois. 

A conclusão é fascinante: 

  • Humanos + IA tendem a superar humanos sozinhos; 
  • Mas nem sempre superam a IA isoladamente; 
  • O desempenho máximo acontece quando cada parte faz o que faz melhor. 

Ou seja: a colaboração só gera valor quando é intencional e desenhada. Humanos devem focar no contexto, empatia e julgamento; a IA, em volume, repetição e análise. 

Para o universo de implementações de ERP, essa visão é crucial. A IA pode automatizar artefatos, relatórios e análises, mas o entendimento do negócio e das pessoas continua sendo o diferencial humano que garante o sucesso do projeto. 

GPT-5 e a era da decisão aumentada 

O GPT-5, da OpenAI, marca uma virada nessa integração. Com motores combinados de raciocínio rápido e profundo, o modelo se comporta como um parceiro cognitivo, capaz de compreender múltiplas variáveis e oferecer suporte a decisões complexas. 

Nos projetos corporativos, o GPT-5 tem auxiliado líderes e PMOs a analisar riscos, identificar gargalos e otimizar entregas com agilidade e contexto, ampliando a capacidade humana sem substituí-la. 

Mas, como adverte o estudo da MIT Sloan, isso só gera resultados sustentáveis quando o processo de colaboração é redesenhado para tirar o melhor de cada parte.

IA + metodologia: a base dos projetos Oracle na Taking 

Na Taking, acreditamos que tecnologia só entrega valor quando caminha junto com método e governança. Por isso, nossas implementações seguem as metodologias oficiais da Oracle: 

🔹 Oracle Unified Method (OUM): aplicada em projetos Oracle Fusion Cloud e E-Business Suite, estruturada nas fases Inception, Elaboration, Construction, Transition e Production. Com o apoio da IA (TATe AI), cada etapa torna-se mais inteligente e documentada: Geração automatizada de artefatos, relatórios e cronogramas; Previsão de riscos com base em dados históricos; Sugestões de priorização e controle de escopo; Registro automático de decisões e aprendizados.

🔹 SuiteSuccess: Para Oracle NetSuite, combina práticas líderes de mercado e modelos pré-configurados, acelerando o go-live. O TATe AI analisa aderência, mapeia lacunas e gera testes automatizados, garantindo velocidade sem comprometer a qualidade.

Outro diferencial da Taking é o uso do TATe AI, nossa plataforma proprietária. Todas as reuniões são gravadas e transcritas automaticamente, transformando-se em: 

  • Atas inteligentes 
  • Insights de melhoria contínua 
  • Bases vivas de conhecimento 

Isso reduz a perda de informação, aumenta a transparência e transforma cada interação em aprendizado coletivo, exatamente o tipo de prontidão humana que o Gartner descreve como essencial. 

Da teoria à prática: CAPSUL BRASIL 

Recentemente, implementamos Oracle NetSuite ERP para uma grande fabricante do setor farmacêutico, nutracêutico e cosmético, CAPSUL BRASIL. A empresa estava em expansão acelerada e precisava de flexibilidade, escalabilidade e agilidade, três atributos que sistemas legados raramente oferecem juntos. 

A CAPSUL BRASIL enfrentava um cenário de crescimento rápido limitado por infraestrutura tecnológica inadequada. A operação precisava lidar com múltiplos setores, cada um com regulamentações distintas e exigências críticas de rastreabilidade. As decisões estratégicas dependiam de relatórios desatualizados, o que comprometia agilidade e precisão. 

A solução foi mplementar o Oracle NetSuite ERP na versão SuiteSuccess com os módulos Financials e Manufacturing, conduzida pela Taking com suporte integral do TATe AI. A metodologia SuiteSuccess utiliza melhores práticas consolidadas de empresas similares ao redor do mundo, o que acelera a implementação, reduz customizações desnecessárias e entrega ROI mais rápido. 

Com NetSuite e TATe AI, a CAPSUL conquistou visibilidade em tempo real sobre financeiro, produção e estoque, tudo integrado e atualizado. Processos que antes levavam dias agora acontecem em horas. A rastreabilidade completa permite auditar cada lote, componente e etapa, garantindo conformidade regulatória. O sistema deixou de ser limitação para se tornar habilitador: a empresa agora escala sem precisar reconstruir estrutura a cada novo patamar. Decisões estratégicas saíram do “achismo” e passaram a se basear em dados confiáveis. 

E talvez o mais importante: a empresa implementou o ERP antes de precisar desesperadamente. Essa decisão estratégica evitou o caos que acontece quando crescimento atropela estrutura e preparou a operação para os próximos desafios em vez de apenas apagar incêndios. 

Este case ilustra na prática o que os três estudos convergem em apontar: 

Harvard Business Review: boas perguntas levam a boas decisões: antes de escolher NetSuite, o fabricante fez a pergunta certa: “Que decisão de hoje ainda fará sentido daqui a um ano?” A resposta foi clara: investir em escalabilidade, não em paliativo. 

MIT Sloan: IA e humanos entregam mais quando colaboram com clareza de papéis: o TATe AI cuidou de volume, repetição e análise (artefatos, testes, transcrições). Os humanos focaram em contexto, negócio e pessoas (change management, adaptações específicas, governança).

Gartner: sem prontidão humana, tecnologia não gera valor: a implementação foi bem-sucedida porque havia liderança dedicadagovernança clara e intencionalidade no uso da IA, não apenas “fazer porque todo mundo está fazendo”. 

IA com propósito e segurança 

TATe AI (taking.com.br/tate-ai) foi desenvolvido para unir IA, governança e segurança de dados em um ambiente segmentado por cliente. 
A base de conhecimento é construída a partir de documentação oficial Oracle e experiências reais de campo, evitando alucinações comuns e garantindo respostas contextualizadas e confiáveis. 

Em outras palavras, o TATe AI não apenas responde, ele entende o negócio. 

Acreditamos que o futuro das implementações Oracle será definido exatamente por esse equilíbrio: 
pessoas preparadas, metodologias sólidas e IA aplicada com propósito e segurança. 

Quer conversar sobre como aplicar IA de forma estratégica, segura e integrada às metodologias OUM e SuiteSuccess? 
 

Fale com um especialista para explorar novas possibilidades de colaboração entre humanos e inteligência artificial. 

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